Três dias de greve afetaram operações no Terminal de GNL de Sines
A greve dos trabalhadores da REN Atlântico no Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) de Sines registou uma adesão total de 100% entre o passado domingo, 23 de agosto, e terça-feira, 25 de agosto de 2026.
Segundo Rogério Silva, dirigente da Fiequimetal, o protesto decorreu sem incidentes, paralisando quase por completo as atividades operacionais comuns da infraestrutura alentejana.
Durante os três dias de paralisação, apenas os funcionários integrados nos serviços mínimos compareceram aos postos de trabalho.
A sua presença garantiu a segurança técnica das instalações e o fornecimento regular de gás para a rede nacional de transporte.
No entanto, o abastecimento de camiões-cisterna foi severamente afetado, resultando no carregamento de apenas seis contentores de gás em todo o período.
O protesto laboral foi formalmente convocado pelo SITE Sul e pela Fiequimetal devido a um impasse prolongado nas negociações com a administração da REN.
Os funcionários exigem a criação de um plano de pré-reforma que compense o desgaste físico e psicológico do trabalho em regime de turnos contínuos, onde muitos acumulam mais de duas décadas de serviço.
Adicionalmente, os sindicatos reclamam a correção imediata de assimetrias salariais e de desigualdades internas entre trabalhadores com as mesmas funções e responsabilidades.
