Odemira: Ex-diretores de escolas afirmam que não se demitiram

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Os ex-diretores do antigo agrupamento de escolas e da escola secundária de Odemira afirmaram que não pediram a demissão dos cargos à tutela, tendo cessado as respetivas comissões de serviço.

Esta posição surge após o representante dos pais e encarregados de educação no Conselho Geral Transitório (CGT) do novo Agrupamento de Escolas de Odemira, Pedro Pinto Leite, ter dito, em declarações à agência Lusa, no passado dia 07, que os ex-diretores se tinham demitido, por discordarem da criação do novo agrupamento.

Pedro Pinto Leite referiu ainda que os ex-diretores se propuseram depois como presidente e vice-presidente, respetivamente, da Comissão Administrativa Provisória (CAP) do novo agrupamento, mas que a proposta tinha sido rejeitada pelo Ministério da Educação e Ciência, que nomeou outros docentes.

A ex-diretora do antigo Agrupamento de Escolas de Odemira, Deolinda Seno Luís, e o ex-diretor da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, José Seno Luís, disseram à Lusa que refutam as declarações do representante dos pais.

De acordo com Deolinda Seno Luís e José Seno Luís, em fevereiro de 2013, a tutela convocou os então diretores e representantes dos conselhos gerais dos agrupamentos de escolas e de escolas não agrupadas do ensino público do concelho e representantes do município para uma reunião, na qual comunicou a decisão de iniciar o processo de agregação do então Agrupamento de Escolas de Odemira e da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves num novo agrupamento.

Na reunião, explicam, foi acordado que os então diretores daquelas unidades orgânicas fariam entregar à tutela uma proposta de constituição para a CAP do novo agrupamento, que resultaria da fusão das duas equipas que então assessoravam os diretores do agrupamento de escolas e da escola secundária de Odemira.

A proposta, que “reunia o consenso” do então agrupamento de escolas e da secundária de Odemira e das “respetivas comunidades escolares”, foi apresentada a 19 de fevereiro de 2013.

Deolinda Seno Luís e José Seno Luís explicam que a 05 de maio de 2013, através de uma mensagem de correio eletrónico da tutela, “tomaram conhecimento da cessação das respetivas comissões de serviço, pelo que não apresentaram, em tempo algum, qualquer pedido de demissão à tutela”.

No dia seguinte, referem, uma nova CAP assumiu funções.

As declarações de Pedro Pinto Leite foram prestadas à Lusa durante um protesto de alunos, pais e professores contra o que classificaram de “anarquia” no novo Agrupamento de Escolas de Odemira, que está há quase dois anos sem diretor e é gerido por uma CAP.

Fonte: Lusa

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