Passes dos transportes no Alentejo Litoral com máximo de 30 euros a partir de julho

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Os passes dos transportes públicos rodoviários nos cinco concelhos do litoral alentejano vão ter um valor máximo de 30 euros, a partir de 01 de julho, revelou hoje o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL).

Vítor Proença explicou à agência Lusa que o valor dos passes “no interior de cada um dos cinco municípios” da região passará a ser “na ordem dos 30 euros”, na sequência da adesão ao Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART).

A decisão de aderir ao programa, com efeitos a partir de 01 de julho, foi aprovada pela CIMAL, que reúne os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines (Setúbal) e Odemira (Beja).

“Os valores vão atingir os estudantes do ensino secundário, que em vários municípios do litoral alentejano têm 50% do passe pago pelas câmaras municipais, como é o caso de Sines, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal, sendo o restante valor pago pelas famílias”, exemplificou.

Com esta redução, adiantou o também presidente da Câmara de Alcácer do Sal (CDU), “vão ser aliviados os custos que as famílias têm com os transportes dos estudantes do secundário, já que para os alunos até ao 9.º ano de escolaridade os passes são pagos a 100% pelas autarquias”.

Nas situações consideradas “variáveis” e “em caso de deslocações intermunicipais”, as câmaras do litoral alentejano entenderam que “o valor não deve ultrapassar os 40 euros mensais”, não especificando qual a redução prevista.

Segundo a CIMAL, “deve haver uma cooperação intermunicipal com outras regiões”, em particular com a área metropolitana de Lisboa e com as regiões do Algarve e do Baixo Alentejo.

“Há utentes que se deslocam para Lisboa, outros, na parte sul do concelho de Odemira (distrito de Beja), que se deslocam para Aljezur (Faro) e ainda outros da zona interior do concelho de Santiago do Cacém (Setúbal) que se deslocam para Aljustrel (Beja)”, explicou.

Com a adesão ao PART, os cinco municípios decidiram ainda “delegar competências” na comunidade intermunicipal, sendo que esta é uma decisão que será “materializada nas assembleias municipais de junho para entrar em vigor no próximo mês de julho”, acrescentou.

Considerando “insuficiente” o valor de 196 mil euros, atribuído pelo Fundo Ambiental, os municípios representados pela CIMAL defenderam “um alargamento deste apoio” para a região e desafiaram “o país a ir mais longe” nesta medida, “alargando-a ao comboio e longo curso”.

O PART conta no total com 104 milhões de euros do Fundo Ambiental, através do Orçamento do Estado, e terá a comparticipação de 12 milhões de euros dos municípios, cabendo a cada comunidade intermunicipal definir, a nível local, qual será o valor da redução no preço das viagens.

Pelo menos 60% do total que cada uma destas entidades vai receber terá de ser aplicado em “ações de apoio à redução tarifária nos transportes públicos coletivos” e o restante utilizado “no aumento da oferta de serviço e na extensão da rede”.

O objetivo do Governo é conseguir mais 100 mil utilizadores dos transportes públicos, num total de mais 63 milhões de viagens anuais, reduzindo em 79 mil toneladas as emissões de CO2.

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