População reuniu-se para discutir o estado da Saúde no Concelho de Grândola

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A Assembleia Municipal de Grândola, reunida no dia 6 com a população, comprometeu-se a apresentar uma exposição sobre a situação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no concelho e na região, estabelecer a articulação com os outros municípios do litoral alentejano e a definir uma data para uma ação pública de protesto e reivindicação de alteração das condições deste serviço.

O Cineteatro Grandolense recebeu casa cheia, com a população do Concelho de Grândola preocupada com a degradação do SNS no Litoral Alentejano. Muitas foram as vozes que se insurgiram contra os tempos de espera das consultas e cirurgias, a privatização dos cuidados de saúde, o retrocesso dos direitos conquistados, como foi o caso da extensão de Canal Caveira, que deixou de ter médico com regularidade e não tem disponíveis os materiais básicos e necessários para um atendimento digno. Os tempos de espera nas consultas e cirurgias no Hospital do Litoral Alentejano aumentaram, não existindo recursos, na opinião de muitos, por falta de incentivos aos profissionais que deixam os concursos desertos.

A urgência foi outro problema levantado, pelas péssimas condições existentes, que mesmo depois das obras realizadas continua fechada, por falta de enfermeiros.

O Presidente da Assembleia Municipal informou os presentes das diligências realizadas junto da tutela e passando a palavra ao Presidente da Câmara Municipal de Grândola, foi manifestado o apoio do Executivo à luta da população pelo Direito à Saúde, adiantando que o Sr. Secretário de Estado da Saúde agendou uma reunião para o final do presente mês.

Estiveram presentes, todo o Executivo Municipal, os Presidentes de Junta de Freguesia do Carvalhal, Grândola e Melides e a Comissão de Utentes do Litoral Alentejano, que expressaram o total apoio à causa e  prometeram estar ao lado da população, num direito fundamental, o direito à Saúde prestado pelo SNS universal, geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, como consagra a Constituição da República Portuguesa.

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