Português detido no Kuwait preocupa a família em Vila Nova de Santo André

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O português Ricardo Pinela, de 37 anos, foi detido na terça-feira, no Kuwait acusado do roubo de uma máquina, que a mulher garante não ter praticado e de responsabilidades sobre uma dívida de 22 milhões de euros, da empresa onde trabalha.

A mulher, Sara Pinela que vive em Vila Nova de Santo André, com as duas filhas, acusa as autoridades locais de “fabricarem a acusação sob a pressão dos credores da construtora italiana CMC Di Ravenna” em que Ricardo Pinela trabalha há 12 anos, para garantirem o pagamento da divida.

O português, natural de Melides, tinha acabado de fazer o pagamento dos salários em atraso da empresa, no Kuwait, quando foi levado pela polícia para interrogatório, juntamente com um colega italiano. Os dois europeus foram detidos, passaram a noite de terça-feira na prisão e, agora, estão sujeitos a termo de identidade e residência, com apresentações periódicas às autoridades. Não podem sair do Kuwait.

Ricardo e Andrea foram acusados por um credor de terem roubado e destruído uma máquina da empresa, e embora tenha ficado provado que a máquina não foi roubada, os dois europeus passaram a noite de terça para quarta-feira na prisão “sem comer ou beber e sem poder utilizar uma casa de banho”, apenas tiveram direito a um colchão para dormir no chão.

Atualmente, a CMC Di Ravenna está em reestruturação financeira e, há uma semana, decidiu terminar o contrato de construção de uma pequena cidade, no Kuwait. Deixando os trabalhadores com três meses de salários em atraso, que, no entanto, já foram pagos e uma divida de 22 milhões de euros a fornecedores locais.

Todos os estrangeiros saíram do país, ficando apenas o português e o italiano Andrea Urciuoli, diretor administrativo, com o objetivo de “chegarem a acordo para o pagamento de salários e também para encontrarem um plano de pagamento das dívidas aos fornecedores e subempreiteiros”, contou Sara Pinela que vive em Portugal.

O português espera que o inquérito seja encerrado e que consiga autorização para regressar a Portugal. No entanto Sara Pinela desconfia que “depois desta investigação ser arquivada outra falsa queixa seja apresentada, com o intuito de pressionar a sede da empresa em Itália a emitir os pagamentos que tem em dividida para com os fornecedores locais” Embora no Kuwait não exista representação diplomática portuguesa, as autoridades portuguesas estão a tentar resolver a situação em conjunto com as autoridades italianas.

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