Região: Alentejo Litoral pelo Ambiente contra a exploração de hidrocarbonetos no litoral alentejano e costa vicentina

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O movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente continua a lutar contra “a prospeção de petróleo a mais de mil metros de profundidade pelas consequências graves que pode provocar nos ecossistemas marinhos, no desencadeamento de marés negras e no aumento da sismicidade, afetando atividades económicas relevantes como a pesca e o turismo e ameaçando a segurança das populações”.

O movimento emitiu um comunicado onde alerta para o facto de o governo se colocar “ao lado dos interesses da indústria petrolífera, surdo face à opinião pública e cego face às consequências da intensificação da exploração dos hidrocarbonetos, ao mesmo tempo que num discurso contraditório afirma respeitar os acordos da Conferência de Paris sobre alterações climáticas”.

Miguel Sequeira, Diretor Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos é acusado de “fazer mais um frete aos interesses das petrolíferas, ao emitir uma Licença de Utilização do Espaço Marítimo Nacional à GALP/ENI, sem que, entretanto, fosse dada qualquer satisfação aos milhares que se pronunciaram precisamente contra aquilo que veio a autorizar”.

Segundo o comunicado, “a partir da emissão desta licença e a qualquer momento, sem aviso prévio decente, o consórcio petrolífero pode levar a cabo um furo no mar, entre Aljezur e Sines até 3 mil metros de profundidade, com todos os perigos potenciais de que tal operação se reveste”.

O movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente termina o comunicado reiterando a sua “frontal oposição à realização deste furo” e reclama o fim da “prospeção e exploração de hidrocarbonetos nesta faixa litoral, em terra ou no mar e exige a nulidade da licença governamental que o autoriza”.

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