Região: Ambientalistas exigem uma explicação do Governo sobre “sondagens” na costa alentejana

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Os movimentos Climáximo e Alentejo Litoral pelo Ambiente (ALA) “exigem” ao Governo um “esclarecimento” sobre alegadas “sondagens” feitas este mês (Setembro) na costa alentejana sobre o estado dos contratos de prospeção de hidrocarbonetos.

De acordo com as palavras de João Camargo, da Climáximo, à comunicação social esta quarta-feira (27 de Setembro), o movimento ambientalista consultou o registo de tráfego marítimo internacional que está disponível online e deparou-se com uma embarcação “que estava registada como estando a fazer sondagem ‘offshore’ saindo de Sines na direção de Aljezur”.

“Nos dias 2 e 9 de Setembro, segundo os registos de tráfego marítimo internacional, o navio italiano ‘Vos Purpose’ esteve a realizar sondagens a partir do Porto de Sines, tendo-se dirigido à zona onde seria realizado o furo de Aljezur”, pode ler-se num comunicado enviado às redações pelos movimentos Climáximo e Alentejo Litoral pelo Ambiente.

No mesmo comunicado, os ambientalistas colocam “claramente em causa” as palavras de Jorge Sanches, secretário de Estado da Energia, que no início do presente mês “dava conta de que o furo de Aljezur tinha caducado”.

A situação suscita “muitas dúvidas” sobre “o objectivo das sondagens”, e sobre “quais as empresas que estão a fazê-lo”, uma vez que “o navio não está identificado como estando associado à Eni ou à Galp”, indicou o ambientalista João Campargo.

Contudo, outra preocupação reside com o facto de não terem encontrado registo das sondagens em questão, que João Camargo admitiu que “até poderiam ser para outra atividade qualquer”.

 

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