Região: Associação defende aposta em investigação e formação para fixar médicos no Alentejo Litoral

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O investimento num centro de investigação, a promoção de mais formações para médicos e uma bolsa de estudo para jovens são algumas iniciativas que a Associação Médica do Litoral Alentejano acredita poderem contribuir para fixar especialistas na região.

“A nossa região tem uma grande carência de médicos e portanto uma das coisas que nós podemos facultar é a promoção da região através da ciência”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Associação Médica do Litoral Alentejano, Armindo Ribeiro, que considera as medidas do Governo “insuficientes” para fixar profissionais.

A própria associação pretende criar um centro de investigação no litoral alentejano, que poderá ajudar a que mais especialistas se fixem na região, referiu Armindo Ribeiro, que é natural de Vila Nova de Famalicão, mas que trabalha, desde 2009, no Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, onde fez internato médico e optou por ficar a exercer.

“Durante as últimas décadas, a ciência e a investigação não têm sido um ponto forte da região e [agora]estamos à procura de instituições que nos possam ajudar no investimento inicial para a construção de um centro de investigação no litoral alentejano”, afirmou o mesmo responsável.

Outra forma de contribuir para a fixação de médicos, defendida pela associação, passa pela criação de uma bolsa de estudo destinada a “apoiar os jovens que tenham dificuldades económicas” para continuar os estudos no ensino superior e que queiram retornar à região para trabalhar.

Nesse sentido, Armindo Ribeiro, especialista de medicina interna no HLA, deixou um apelo “às instituições, que tenham essa capacidade e interesse social”, de “apoiar através de donativos” os projetos da associação para que se fixem “mais médicos e mais profissionais de saúde na região.

A associação, criada em 1991, está a promover o 3.º Congresso Nacional Médico-cirúrgico do Litoral Alentejano, que decorre até sábado, em Santiago do Cacém, com a participação de “cerca de 90” profissionais.

“O grande objetivo deste congresso é reunir altas patentes da medicina nacional e regional para discussão de temas atuais, nomeadamente fatores de risco cardiovasculares, AVC, oncologia, imagiologia oncológica, temas relacionados com os cuidados intensivos, doenças autoimunes e cardiologia”, explicou.

Esta semana têm estado a ser realizados ‘workshops’ e formações direcionadas para profissionais de saúde.

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