Santiago do Cacém: Protesto esta 6.ª feira no Hospital do Litoral Alentejano contra falta de profissionais de saúde

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Enfermeiros e utentes dos serviços de saúde do Litoral Alentejano vão protestar, esta sexta-feira, em Santiago do Cacém, contra a falta de profissionais desta área no hospital e nas unidades da região.

A concentração, que vai decorrer a partir das 17:30, em frente ao Hospital do Litoral Alentejano (HLA), no concelho de Santiago do Cacém, foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), tendo as comissões de utentes da região aderido à iniciativa.

O protesto pretende denunciar a “grave situação” da “falta de profissionais de saúde na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA)”, que põe “em causa o normal funcionamento” dos serviços, explicou hoje, num comunicado enviado à agência Lusa, o porta-voz das comissões de utentes, Dinis Silva.

Os utentes destacaram também que faltam na ULSLA especialistas como pediatras, urologistas, ginecologistas, otorrinolaringologistas, de medicina física e reabilitação, cardiologistas, oncologistas e de medicina geral e familiar.

Na semana passada, o SEP denunciou terem sido encerradas camas e canceladas cirurgias por falta de enfermeiros no HLA e criticou o “despedimento” de profissionais contratados em regime de substituição.

“Face à agravada carência de enfermeiros, verificou-se o encerramento de camas e atividades em vários serviços/unidades” e “foram já canceladas cirurgias, consequência do encerramento de camas imprescindíveis para os utentes operados”, referiu o SEP, num comunicado enviado à Lusa.

O presidente do conselho de administração da ULSLA, Luís Matias, admitiu à Lusa, na semana passada, a necessidade de a “gestão de camas” ser feita “diariamente”, tendo em conta os recursos disponíveis, mas negou o cancelamento de cirurgias, reconhecendo apenas ter sido cancelado “um turno adicional no serviço de ortopedia”.

Em fevereiro, Luís Matias já tinha defendido, em declarações à Lusa, a necessidade de contratar mais 64 enfermeiros, número que estimava aumentar até ao final deste ano para 90.

Mas, para resolver a situação, argumentou na altura, é necessária a autorização da tutela para aumentar o mapa de pessoal.

Já esta semana, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), Vítor Proença, em comunicado, afirmou estar preocupado com “as condições de acesso aos cuidados de saúde”.

“Não estamos apenas a falar das dificuldades da população em chegar às extensões e centros de saúde ou ao hospital”, disse o presidente da CIMAL, após uma reunião com os presidentes das Juntas de Freguesia dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira.

Segundo Vítor Proença, “também os espaços onde funcionam estes serviços estão bastante degradados, o que evidencia a falta de investimento na Saúde no Alentejo Litoral”, e existem “dificuldades na execução de programas de saúde preventiva”.

A ULSLA é composta pelo HLA e pelos centros de saúde dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e de Sines, no distrito de Setúbal, e Odemira, no distrito de Beja, abrangendo uma população residente de cerca de 97 mil habitantes.

Fonte: Lusa

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