Trabalhadores da Refinaria de Sines realizam um plenário nesta manhã de quinta-feira

0

Os trabalhadores da Refinaria de Sines que estão em greve desde o inicio de janeiro, realizam um plenário, nesta manhã de quinta-feira, 14 de fevereiro, a partir das 8h45 minutos.

Este plenário que vai decorrer junto da portaria principal da refinaria, contará com a presença de Arménio Carlos e vários dirigentes nacionais da CGTP e da FIEQUIMETAL.

Após a forte adesão às últimas greves, os trabalhadores da Petrogal mantêm-se firmes em defesa da contratação coletiva. Intransigência da administração pode levar a nova greve até ao fim de março.

Em comunicado, os trabalhadores da Petrogal (grupo Galp Energia), detentora das refinarias de Sines e Leça da Palmeira, afirmam que não fazem qualquer intenção de recuar face à ofensiva patronal sobre o acordo de empresa.

«Face à intransigência da administração, os trabalhadores da refinaria de Sines, no plenário realizado no passado dia 8, decidiram dar continuidade à luta, prolongando-a até ao final do mês de Março», afirma a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN).

A Fiequimetal avisa que «o novo pré-aviso de greve só será emitido na data limite, dia 14 de fevereiro, tendo a administração, até lá, uma «oportunidade de encetar uma negociação séria».

Os protestos são motivados pela insistência do conselho de administração, presidido por Paula Amorim, em fazer caducar o acordo de empresa, com os trabalhadores a acusar esta de «manobras dilatórias, fingindo que quer negociar».

Os trabalhadores afirmam não entender como pode a administração alegar «dificuldades económicas» para fundamentar o pedido de caducidade, tendo tido «lucros fabulosos» ao longo dos anos. A Galp Energia obteve lucros de 707 milhões de euros em 2018, um crescimento de 23% face ao anterior ano.

O comunicado da Fiequimetal realça ainda que os trabalhadores, em plenário, manifestaram o seu «total repúdio pela postura repressiva da empresa», após a instauração de um processo disciplinar sobre um trabalhador em greve.

«Os trabalhadores entendem esta atitude da administração como um acto hostil e provocatório para com a greve em curso e reafirmaram a vontade redobrada de prossegui-la em unidade e de rechaçar em conjunto todas as medidas repressivas do mesmo género ou outras», reitera.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Share This