Utentes criticam atraso das obras no IC1 entre Alcácer do Sal e Grândola

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A Comissão de Utentes do Itinerário Complementar (IC) 1 entre Alcácer do Sal e Grândola, no distrito de Setúbal, criticou hoje o atraso na requalificação da estrada, cujas obras, adjudicadas em janeiro, “ainda não arrancaram”.

“As obras foram anunciadas pelo Governo, no ano passado, e adjudicadas pela Infraestruturas de Portugal (IP), em janeiro deste ano, mas ainda não arrancaram. Até à data, o que vimos é uma ‘mão cheia’ de nada”, disse hoje à agência Lusa Manuel Rocha, da comissão de utentes.

A Comissão de Utentes do IC1 promoveu hoje uma conferência de imprensa na zona de Alcácer do Sal, num local junto da estrada, para denunciar o atraso no arranque da empreitada entre este concelho e Grândola Norte.

“Depois de o ministro do Planeamento e das Infraestruturas [Pedro Marques] ter anunciado obras para o IC1 e de a IP ter adjudicado a requalificação, quisemos assinalar que estamos hoje como sempre estivemos”, ou seja, “não há nada no terreno”, frisou à Lusa o porta-voz da comissão.

Segundo Manuel Rocha, foram feitas “apenas algumas reparações pontuais” no seguimento do anúncio pelo Governo de que o IC1 iria ser alvo de requalificação, a qual estava prevista “iniciar-se no 1.º trimestre deste ano”.

“Foram feitas pequenas reabilitações do pavimento, no traçado que liga Alcácer do Sal e Grândola, ainda no ano passado, para minimizar impactos e a insegurança na circulação dos automobilistas”, mas essa intervenção consistiu “apenas em remendos”, criticou.

O que é necessário para o IC1, visto tratar-se de “uma estrada com “muita circulação de automóveis e, sobretudo, de pesados”, defendeu a comissão de utentes, é o avanço “da requalificação de fundo que está projetada e adjudicada”.

A Comissão de Utentes do IC1 de Alcácer do Sal e Grândola pretende saber se “o incumprimento relativo ao atraso no início das obras é do Governo ou do empreiteiro” a quem foi adjudicada a empreitada e vai solicitar audiências com a IP e o executivo.

“Vamos pedir audiências com o ministro, que nunca nos recebeu, e com a IP porque queremos saber qual o ponto de situação do início das obras”, disse Manuel Rocha, insistindo também numa exigência antiga da comissão de utentes de que a requalificação do IC1, além do troço Alcácer do Sal/Grândola Norte, deve ser alargada a todo o traçado entre Marateca e Grândola Sul.

As “grandes obras” de requalificação desta estrada entre Alcácer do Sal e Grândola, foram anunciadas pelo ministro Pedro Marques, em abril de 2017, orçadas, na altura, em 6,4 milhões de euros.

Em janeiro, a IP anunciou a adjudicação da empreitada, num total de 15,7 quilómetros, mas contemplando já um investimento mais reduzido, de 4,6 milhões de euros, com um prazo de execução de nove meses.

A obra de requalificação do troço do IC1 tem vindo a ser reivindicada pela comissão de utentes e pelos municípios de Alcácer do Sal e de Grândola nos últimos anos, com vários protestos, marchas lentas e encontros com grupos parlamentares e governantes.

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