Alcácer do Sal: Câmara Municipal viabiliza procura de achados arqueológicos no rio Sado

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A Câmara Municipal de Alcácer do Sal e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, assinaram ontem protocolo de cooperação, que tem como objetivo viabilizar a procura de achados arqueológicos no rio Sado.

Neste protocolo, as duas entidades definem o objetivo de apostar na arqueologia subaquática, designadamente através de trabalhos de prospeção para encontrar eventuais achados submersos no rio, entre a cidade de Alcácer do Sal e o local da antiga feitoria fenícia que existiu nas margens do Sado, Abul.

O projeto visa investigar “todo o património cultural subaquático jazente nas águas do rio Sado, entre a cidade de Alcácer e a feitoria fenícia do Abul, património esse que se suspeita ser abundante e de enorme valor científico”.

O Presidente da Câmara Municipal, Vítor Proença, afirmou tratar-se de “um protocolo inédito, de grande alcance para a valorização do património de Alcácer do Sal”. Vítor Proença referiu ainda que “a defesa do património é um compromisso da Câmara Municipal que pretende igualmente o envolvimento da comunidade”.

O autarca sublinhou que “ Alcácer não é apenas um destino turístico de Sol e Mar, mas sim um destino de património aliado à economia local e a investigação que vai agora avançar ao abrigo do protocolo poderá dar frutos nos próximos anos”.

Para o especialista em arqueologia subaquática, Alexandre Monteiro que vai coordenar os trabalhos no rio Sado, “este rio é um grande enigma”, afirmando mesmo que “o rio tem certamente muitas coisas, é apenas uma questão de começar numa ponta e terminar na outra, fazendo reemergir a historia dos povos com a ajuda de tecnologia”.

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